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Uma família forte gera uma empresa forte

A afirmação foi da consultora Cláudia Tondo, que palestrou com seu irmão e sócio Paulo Tondo, para empresários em almoço realizado no CIC de Bento 

O Salão de Eventos do Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC/BG) foi habitado hoje, em grande parte, por um público formado por empreendedores de empresas familiares. Diversas gerações de profissionais foram em busca de conhecimento, compartilhado pelos consultores Cláudia Tondo e Paulo Tondo, que falaram sobre “Governança e Sucessão na Empresa Familiar”, numa promoção da entidade.

Pela vocação presente na cidade, Tondo, que integra a segunda geração da família oriunda de Pinto Bandeira, fez questão de chamar a atenção dos empresários para que não desperdicem a oportunidade. “Empresa familiar é bom. Elas duram de 10 a 15 anos mais que as que não são familiares, permanecendo por mais tempo em seus mercados”, disse. Segundo o consultor, as gerações mais novas trazem inovação, dando-se conta dos problemas. Já as gerações mais antigas são mais resistentes a mudanças”, explicou.

Para Cláudia, irmã de Paulo Tondo, “uma família forte gera uma empresa forte”. A doutora em Psicologia esclareceu que há uns 15 anos as empresas familiares procuravam auxílio movidas por conflitos ou necessidades. Hoje esta realidade mudou. “O exemplo de organizações familiares hoje é seguido por muitos, que começam a trabalhar a governança e sucessão na empresa familiar mais cedo. O que muda é o caminho, dependendo do que a empresa quer e entende como prioritário”, completou. Apesar de o conselho de Administração ser essencial, os consultores também indicam criar os conselhos de sócios e familiar, criando um ambiente com maior estabilidade.

Além de permanecerem por mais tempo em seus mercados, as empresas familiares também trazem como benefícios investimentos de longo prazo, a guarda de valores que fizeram o sucesso da empresa, o possível treinamento de membros da família desde a infância e a busca constante pela continuidade. “O processo é muito complexo, por isso é necessário trabalhar a empresa e a família”, afirmou Cláudia, que garantiu que não existe uma receita.

O presidente do CIC/BG, Leonardo Giordai, que traz o modelo de empresa familiar nos seus negócios, ressaltou a importância da palestra para o bom andamento das organizações.

No Brasil, cerca de 90% das empresas são familiares, com gestores e funcionários de diferentes graus de parentesco em sua administração. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 30% desses negócios sobrevivem depois da transição, mas somente 5% alcança a terceira geração. Segundo especialistas, as organizações conduzidas por parentes são mais resistentes a crises financeiras.














Fotos: Rosângela Longhi / Conceitocom Brasil
Legenda: Paulo e Cláudia Tondo são da Tondo Consultoria – Desenvolvimento de Famílias Empresárias e Empresas Familiares