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Parceria público privada garante investimento em segurança e busca contrapartida do Estado

Antônio Sartori palestrou na segunda-feira, 11 de julho, no CIC de Bento

Em um cenário de perspectivas, até 2050, o mundo precisará de mais energia, água e alimentos, ou seja, haverá demanda ainda maior por esses produtos. A afirmação é de Antônio Sartori, sócio-fundador desde 1975 da Brasoja Corretora de Cereais, agrocorretor, consultor e palestrante. Sartori falou para cerca de 100 pessoas, entre representantes de entidades, imprensa e associados do Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC/BG) durante palestra almoço na segunda-feira, 11 de julho, por meio do tema "O Agro. Visão Global. Zoom local."

A afirmação de Sartori é justificada por números que revelam, por exemplo, problemas enfrentados na Ásia, em que além de não existir mais terra para o plantio, não há mais água. "A China não compra soja do Brasil, ela compra água. Sim, a soja é tudo o que eles têm para poder alimentar seus animais e posteriormente vendê-los para o consumo humano". Igualmente Estados Unidos e norte da África já registram graves problemas com a falta de água, como é o caso de incêndios desastrosos na Califórnia.

Filho de colonos imigrantes italianos, Sartori enfatizou que o Rio Grande do Sul tem o agro em seu DNA, começando pelo vinho. Portanto, gestão, competência, estratégia e fontes confiáveis são ações importantes para  competir. "Cada real por saco de soja que o produtor gaúcho deixa de vender representa R$ 2 bilhões a menos para o PIB do RS. Então, cuidado com informações sensacionalistas, já vi muitas empresas, cooperativas quebrarem".

Durante aproximadamente 50 minutos, Sartori abordou uma série questões que envolvem o agro, entre elas a informação que gera valor; fronteiras agrícolas; energia; aquecimento global; bioenergia; geopolítica; estratégias; lobby e marketing. Na opinião de Sartori, energia é a palavra mais importante nos dias de hoje. "Ela mudou os preços dos commodities agrícolas do mundo, motivado pela consciência de países em minimizar o efeito estufa por meio da produção de etanol, biodiesel e bicombustível".

O agrocorretor ainda complementou ao dizer que quem produz milho e soja não produz apenas alimento, mas também produz energia. "É um mercado de consumo, com mais produção, mais energia, que demandam mais terra e água e alguns países não possuem. Por isso, se eu fosse produtor venderia 10% a 20% de terras e irrigava o restante em função da maior produtividade". Por fim, o palestrante disse que enxerga cinco principais negócios na linha do horizonte: tecnologia da informação, biotecnologia, entretenimento, energia e alimentos.

Laudir Miguel Piccoli, presidente do CIC/BG, agradeceu a presença e as importantes considerações de Sartori e entregou uma lembrança da Serra Gaúcha ao palestrante.