Miniempresas ganham vitrine na 34ª ExpoBento e 21ª Fenavinho para testar produtos no mercado
Após semanas de preparação, estudantes de Bento Gonçalves comercializam produtos desenvolvidos através do projeto liderado pelo CIC-BG e pela Junior Achievement
Depois de uma jornada formativa, estudantes do ensino médio de Bento Gonçalves experimentam a vivência em uma nova etapa do projeto Miniempresa. Os alunos-empresários de seis educandários estão expondo e comercializando produtos desenvolvidos ao longo do programa na 34ª ExpoBento e 21ª Fenavinho, num estreitamento com o consumidor final.
Desenvolvido em parceria entre o CIC-BG e a Junior Achievement, o Miniempresa preparou os estudantes desde abril, com encontros para eles criarem e administrarem uma empresa, desde sua concepção até a comercialização de um produto real – o que ocorre agora na feira e festa. No período, os alunos das escolas Sagrado Coração de Jesus, CNEC, Impulso, Cecília Meireles, Bom Retiro e Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) receberam lições a respeito de assuntos como pesquisa de mercado, viabilidade de produção, definição de preços e cálculo de lucro, sendo acompanhados por ‘advisors’, conselheiros profissionais com vivência nas áreas de Recursos Humanos, Marketing, Produção e Finanças. A ideia é aproximar os jovens do mercado de trabalho e estimular habilidades como liderança, trabalho em equipe e tomada de decisão.
A Relaxaí, miniempresa formada por alunos do Colégio Impulso Bento, apostou em produtos voltados ao bem-estar, desenvolvendo uma vela aromática de cera de coco e um escalda-pés com ervas como hortelã, camomila e lavanda, além de uma playlist exclusiva para potencializar a experiência de relaxamento. Segundo a estudante Rafaela Lazzarotto, a proposta surgiu em resposta ao ritmo acelerado da vida atual. “A gente acredita que nos dias de hoje a rotina é muito sobrecarregada, é tudo muito corrido. Então a gente desenvolveu um produto para ajudar as pessoas a relaxarem. Uns minutos em casa de autocuidado fazem muito bem para a saúde mental e física”, destacou a estudante de 15 anos. Representando a Escola Visconde de Bom Retiro, a miniempresa Lipp My desenvolveu um miniálcool em gel com fragrância de aloe vera, apostando em praticidade e higiene. A ideia surgiu após diversas discussões sobre qual produto criar, chegando a uma solução considerada viável tanto para a produção quanto para o consumidor. “A gente pensou em um álcool em gel por conta de doenças contagiosas, especialmente nesta época. É algo que a gente precisa para a nossa higiene e praticidade no dia a dia”, explicou a estudante do 2º ano Emilly Araújo, 17.
Criada por alunos do Colégio Sagrado Coração de Jesus, a Lumière escolheu produzir velas aromáticas feitas com cera de coco, unindo sustentabilidade, durabilidade e propósito social, já que o lucro será destinado a instituições beneficentes de Bento Gonçalves. A empresa oferece fragrâncias como Uva de Bento, Toque de Vanilla e Sonho de Pétalas. “A gente queria um produto que tivesse mais durabilidade do que as velas comuns. A cera de coco é atóxica e tem muito mais duração do que a parafina tradicional”, ressaltou a presidente da empresa, a estudante do 2º aluno Isadora Leão de Castro, 16. A Refúgio Artesanal, formada por estudantes do CNEC, desenvolveu sabonetes aromáticos com propriedades hidratantes e massageadoras, além de aromatizadores de ambiente. A escolha dos produtos partiu da percepção do estresse e da tensão presentes no cotidiano atual das pessoas. “A gente pensou numa forma de ajudar as pessoas a se acalmarem. O sabonete ajuda no banho, hidrata e massageia ao mesmo tempo, enquanto os bons ares ajudam a criar um ambiente mais agradável e relaxante”, afirmou o vice-presidente, Gabriel Isidro Carini, 16, do 2º ano.
A RecriaLar, do IFRS, apostou em um antimofo reutilizável de até cinco ciclos de uso, desenvolvido para combater os efeitos da umidade, característica comum da região. O produto utiliza sílica em gel e pode ser regenerado com exposição ao sol. “A gente decidiu fazer esse produto porque, com a chegada do inverno, a questão da umidade piora. Então vimos uma oportunidade de resolver esse problema com um antimofo reutilizável”, explicou a auno do 1º ano Rafaela Constantin Zílio, 15. A Tutto Junto, da Escola Cecília Meirelles, escolheu produzir chaveiros artesanais confeccionados com retalhos de couro, valorizando o reaproveitamento de materiais e o trabalho manual. O desenvolvimento do produto envolveu protótipos, reuniões e adaptações constantes a partir das necessidades dos consumidores. “A gente conversou muito, teve votações e sempre foi adaptando o produto para o que o cliente mais precisava e queria. Tudo foi pensado no cliente”, relatou Henrique Antônio Kempfer.
