Governo e bancos concedem condições especiais para socorrerem empresários
Juntamente com os anúncios de socorro por parte do governo federal à iniciativa privada devido ao coronavírus, os bancos – públicos ou não – também estão disponibilizando aos empresários diversas facilidades para a concessão de crédito neste momento tenso da economia brasileira.
A Sicredi Serrana abriu uma linha de crédito emergencial para disponibilizar até R$ 500 mil, com carência de até um ano para começar a pagar o financiamento. O prazo para quitá-lo é de 60 meses, com taxas a 0,55% ao mês mais CDI. Ainda, a cooperativa de crédito está oferecendo a associados com financiamentos contratados a possibilidade de alongar o prazo e também de conceder carência, a partir da análise de cada caso.
O Banrisul anunciou R$ 14 bilhões em crédito pré-aprovado para pessoas físicas e para micro, pequenas e médias empresas (para as que já tomaram os limites de crédito, o banco oferece 10% de extra limite.
Já o Banco do Brasil concederá R$ 48 bi para empresas e outros E# 25 bi par ao agronegócio. Além disso, outros R$ 24 bi serão destinados a pessoas físicas e R$ 3 bi para prefeituras e governos, chegando, no total, a R$ 100 bilhões.
No dia 26 de março, a Caixa anunciou mais R$ 33 bilhões para reforçar a liquidez da economia, somando, com os R$ 78 bilhões previamente anuncidos, um total de R$ 111 bi de incremento na economia. Os recursos são para capital de giro (R$ 60 bi), compra de carteiras (R$ 40 bi), crédito para Santas Casas (R$ 5 bi), além do crédito agrícola (R$ 6 bi).
Para socorrer empresas a pagarem o salário dos funcionários por até dois meses, a União concederá R$ 40 bilhões. A verba está disponível para negócios que tenham faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões anuais. Os juros para o financiamento, cuja carência de pagamento é de seis meses, serão de 3,75%, com prazo de quitação de três anos.
Para ter acesso, as empresas precisam a se comprometer a não demitir por um período de 60 dias. Os pagamentos dos salários, limitado a dois mínimos, (R$ 2.090), cairão diretamente na conta do trabalhador – quem receber mais do que esse valor não ganhará o soldo integral. O fundo será operacionalizado pelo BNDES.
