Equipe deve tocar a mesma música
Músico fez analogia entre o mundo da música e a gestão empresarial para falar de comprometimento em evento do CIC/BG e PGQP
Fotos: Lucinara Masiero
Qual é a música que sua equipe toca? Foi a partir dessa pergunta que Thedy Corrêa embalou as 200 pessoas que participaram do workshow Soluções Criativas, promovido pelo Comitê Regional do (PGQP) e pelo Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC/BG) na noite desta terça-feira, 12 de maio, na Fundação Casa das Artes.
Com criatividade, o compositor e palestrante corporativo passeou por diversos estilos musicais para mostrar a relação de cada um com diferentes empresas e suas equipes. Com a música erudita, por exemplo, destacou que não existe espaço para o improviso, pois os processos são rígidos e o que predomina é o aprendizado, tendo o maestro como líder e a harmonia como palavra-chave. No samba, o ritmo traz processos mais abertos, dando espaço ao improviso. “É uma espécie de caos que funciona”, garantiu o músico.
Com o rock, a inovação dá o ritmo, por ser o estilo que mais se mescla com os outros. Por outro lado, o ego se caracteriza como um problema, já que este tipo de músico quer impor sua ideia sobre os demais. Já na música folclórica predomina a tradição. A resistência a novidades é uma carência deste estilo que traz como vantagem a presença de um público fiel.
Da mesma forma, explicou Thedy Corrêa, toda equipe de trabalho é formada por profissionais com diferentes características e que precisam andar juntos, ou seja, cantar a mesma música. Assim, o vocalista do Nenhum de Nós, estabeleceu relações com integrantes da banda. “O baterista é quem dita o ritmo, se preocupa com o prazo. O baixista, normalmente o estagiário, é quem alimenta o ritmo. Já o guitarrista é quem faz tudo parecer ser mais difícil do que realmente é. Ele é a alma da banda. Percebe o que ninguém percebe. O tecladista entende de tudo e, por isso, todo mundo tem o seu ramal. E, por fim, o vocalista que acredita na capacidade de todos”, salientou.
Com essas analogias, o roqueiro garantiu que independente de estilo ou atuação é preciso ter convicção, compartilhar da mesma ideia e ser, acima de tudo, comprometido. “Não pode deixar a equipe na mão. E a música é um exemplo claro disso”, disse, reafirmando que a mistura entre mudança, transformação e inovação é relevante para o sucesso de qualquer empresa e profissional. “Chefe qualquer um pode ser. Líder não”.
Ao falar de crise, ele afirmou que é preciso estar atento ao momento e respeitar os limites. “Antecipar a crise exige atenção e o controle da situação depende disso. Assim, valorizar a equipe, principal patrimônio de uma empresa, é essencial para o sucesso do negócio”, frisou. O músico encerrou a palestra cantando grandes sucessos da banda e citando a frase: “A música não transforma o mundo, mas transforma as pessoas e as pessoas transformam o mundo”.
Fotos: Lucinara Masiero
