Em pesquisa, CIC-BG mostra que 66% vão manter novos hábitos de consumo
Diante das restrições de funcionamento às atividades econômicas impostas pela contenção do coronavírus, os hábitos de consumo sofreram profundas mudanças.
Uma pesquisa do Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG), aplicada a 764 pessoas, mostrou que 61% delas descobriram uma nova forma de realizar as compras. Numa escala de 1 a 5, com os extremos indicando discordância e concordância total, respectivamente, a média ficou em 3,66. Quando analisada a faixa etária, os resultados indicaram que as pessoas entre os 46 anos e os 60 anos foram as que mais “descobriram” novas formas de realizar compras, com média de 3,87, seguida pelos com mais de 60 anos, com média de 3,8. E as mulheres mais do que os homens, com 3,84 de média diante dos 3,31 do público masculino.
Durante a pandemia, revela a pesquisa, 76% dos participantes deixaram de consumir algum produto ou serviço que estavam acostumados. A parcela composta por pessoas acima dos 60 anos (37%) foi a que menos deixou de comprar tais itens, com média de 3,28, face à média geral de 4,02.
Do total de entrevistados, 66% disseram que, no futuro, mudarão seus hábitos de consumo, uma propensão mais relacionada às mulheres (média de 3,92) do que aos homens (média de 3,57).
Outro assunto tratado pela pesquisa foi quanto ao consumo de produtos locais. Segundo o levantamento, a média de consumo durante a pandemia foi de 3,61, índice que chegará a 3,88 no pós-pandemia. O grupo de 46 a 60 anos é o que mais consumiu local durante (3,92) e pretende continuar a consumir no pós (4,15).
A pesquisa foi realizada de modo digital, via WhatsApp e mídias sociais, entre os dias 14 e 24 de maio, com um público a partir dos 16 anos. Dos participantes, 67% eram mulheres, e 70% do total era de Bento Gonçalves. A faixa etária mais presente na pesquisa foi a compreendida entre os 31 anos e os 45 anos, com 48%. Dos entrevistados, 64% tinham curso superior ou pós-graduação, 46,3% eram empregados da iniciativa privada e 34% tinham renda mensal entre R$ 3,9 mil e R$ 7,8 mil.
