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Debate acerca da competitividade no Estado marca 10ª edição do Fórum da AL

Debate acerca da competitividade no Estado marca 10ª edição do Fórum da AL

Tema também será motivo de seminário em julho

                                                                                                 

Com participação efetiva do Centro da Indústria, Comércio e Serviços (CIC-BG) desde seu início, o Fórum de Combate ao Colapso Social e Econômico do RS chegou à 10ª edição, dia 25 de maio, concentrando os debates acerca da competitividade do Estado.

No encontro virtual promovido pela Assembleia Legislativa, o presidente do Parlamento, Ernani Polo, disse que a temática faz parte do foco de sua gestão. “Desde o início, nosso enfoque foi na competitividade como forma de impulsionar o desenvolvimento do Estado. Entretanto, diante da crise que se instituiu no mundo todo, tivemos que remanejar um pouco nosso planejamento e agora retomamos com força este tema”, destacou, reforçando o desejo de realizar um seminário sobre o assunto na primeira quinzena de julho, com a participação dos integrantes do Fórum.

A reunião contou com a presença de deputados estaduais e federais, representantes de 13 entidades, entre elas a Federasul, a Famurs, a Amesne, além do secretário estadual de Governança e Gestão Estratégica, Cláudio Gastal.

Durante a conferência, o Centro de Liderança Pública apresentou um ranking de competitividade entre os Estados do país, baseado em 69 indicadores divididos em 10 pilares – Sustentabilidade Ambiental, Capital Humano, Educação, Eficiência da Máquina Pública, Infraestrutura, Inovação, Potencial de Mercado, Solidez Fiscal, Segurança Pública e Sustentabilidade Social – no qual o Rio Grande do Sul ocupa a 7ª colocação geral.

O Estado se destaca em inovação (2º lugar), sustentabilidade social (3º) e segurança pública (5º), mas tem como desafio melhorar em educação (11º), sustentabilidade ambiental (12º), capital humano (15º), potencial de mercado (15º), infraestrutura (18º) e solidez fiscal (27º). “Quando se confronta a receita com o que se deve, é o pior resultado do Brasil”, comentou o gerente de Competitividade do CLP, José Henrique Nascimento. O ranking é usado por 22 unidades da federação como forma de planejamento e atuação dentro da gestão estadual.

O presidente do CIC-BG, Rogério Capoani, afirmou que está um pouco mais otimista do que no início dos debates do Fórum. “Para quem começou há dez edições, falando sobre um mal totalmente desconhecido, sem saber o quanto duraria, hoje estarmos voltando aos poucos, com uma pauta de protagonismo e de início da retomada economia no RS, é um avanço. Agora, é necessário olhar para o que é preciso fazer para alavancar novamente este Estado, é pensar na sua decolagem, é tratar da sua competitividade”, disse.