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Alçando voos mais altos

CIC de Bento participa de audiência pública que debate projeto do aeródromo

Foi apresentando dados da economia de Bento Gonçalves e do movimento e demanda de feiras sediadas no município que o presidente do CIC/BG, Leonardo Giordani, reforçou o desejo da classe empresarial de ver concretizado o projeto de asfaltamento da pista de pouso do Aeroclube de Bento Gonçalves. O encontro, conduzido pelo procurador da República, Alexandre Schneider, foi realizado no dia 20 de janeiro no plenário da Câmara de Vereadores, das 13h às 17h30min, numa iniciativa do Ministério Público Federal (MPF), que abriu inquérito civil para acompanhar a aplicação dos recursos da União na obra.

“Essa obra vai ajudar no desenvolvimento econômico e social da nossa cidade e região, incrementando, e muito, o turismo de negócios”, destacou Giordani ao lembrar que Bento realiza grandes feiras profissionais que são referência internacional em setores industriais como o dos móveis, máquinas, meio ambiente, além do comércio e serviços. “São nesses períodos que precisamos, mais do que nunca, oferecer opções mais ágeis para estes profissionais, isso sem esquecer que nossa cidade abriga empresas que mantêm ativas operações comerciais com todo o Brasil e dezenas de outros países”, argumentou.

“Além de precisarmos desse investimento, também somos merecedores, afinal somos a 10ª economia gaúcha, apesar de ter a 18ª maior população. Temos uma empresa para cada 10 habitantes num total de 10.227 organizações. Arrecadamos R$ 930 mi para a União, R$ 370 mi ao Estado e R$ 62 mi ao Município. Estes dados são apenas uma amostragem da representatividade de nossa cidade”, completou.

A intenção da classe empresarial é que o aeródromo seja preparado para receber aeronaves de médio porte. Para isso, o Município deverá ampliar e asfaltar a atual pista de pouso, além de construir um terminal de passageiros visando favorecer a atração de novos investimentos para a cidade e atrair mais turistas.

Recursos federais
O projeto conta com recursos conquistados junto ao Ministério de Turismo (Mtur), desde 2011. Uma das principais mudanças na proposta original foi o aumento na largura da nova área de pousos e decolagens, que passará de 20 para 23 metros. Com isso, o aporte de verbas passa de R$ 2,3 mi para R$ 4 mi. Deste total, pelo menos R$ 400 mil virão da iniciativa privada, num esforço do CIC/BG junto a empresas da cidade. A prefeitura já teria finalizado também o projeto de instalação de um pequeno terminal de passageiros, que seria uma fase posterior ao asfaltamento da pista, feita possivelmente com recursos próprios. A estrutura também aguarda definições dos órgãos federais.

Foto: Leandro Godinho Rocha
Legenda: Leonardo Giordani reforçou a posição da classe empresarial em defesa das obras no aeródromo