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CIC-BG mobiliza recurso para retorno à bandeira laranja

CIC-BG mobiliza recurso para retorno à bandeira laranja

A classificação da Serra gaúcha como região de alto risco de contágio para a covid-19, com enquadramento na Bandeira Vermelha do modelo de Distanciamento Controlado do Governo do Estado, vem mobilizando, novamente, o Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves a trabalhar na elaboração de um recurso pleiteando a reversão da indicação – para o quadro atual de bandeira laranja. “O caminho de nossa reação diante da pandemia não passa mais, sob hipótese alguma, pelo retorno da prática de lockdown, com fechamento de qualquer atividade produtiva, seja ela da indústria, comércio ou serviços, tirando a dignidade das pessoas com a supressão do direito de trabalhar e garantir seu sustento. É hora de aderir e praticar a real eficiência na gestão de saúde”, comenta o presidente do CIC-BG, Rogério Capoani.

Esse trabalho vem sendo feito desde o início da pandemia por um grupo de voluntários que integram o Observatório da Saúde, respondendo pela macrorregião, capitaneado por lideranças como a vice-presidente para assuntos do comércio do CIC-BG, Marijane Paese. De 09 recursos colocados em prática, seis foram convertidos positivamente. “Estamos, sim, muito esperançosos em conseguir reverter essa classificação, aproximando-a do que efetivamente é a realidade do município. Temos contado com o trabalho admirável da Amesne junto ao governo do Estado, também intercedendo pela macrorregião”, diz Capoani.

De forma paralela à elaboração do recurso, a entidade vem agindo em uma força tarefa de informação e sensibilização para que os gestores públicos – prefeitos e secretários de saúde da macrorregião da Serra – realmente coloquem em prática a gestão de saúde, conforme explica Capoani. Isso significa fazer uso dos dados estatísticos que revelam ser fundamental o diagnóstico e tratamento precoces. “É indispensável orientar a população a procurar atendimento médico imediato logo no aparecimento dos sintomas leves para receber os primeiros atendimentos e tratamentos. É preciso a todo custo evitar que os hospitais recebam pacientes em estado crítico, que ocuparão leitos clínicos, provavelmente de UTI, com agravado risco de óbito. Há caminhos comprovadamente eficientes para evitar a fatalidade da doença e o colapso dos sistemas de saúde: a prevenção e a precocidade de diagnóstico e tratamento”, explica o presidente do CIC-BG.